sábado, 28 de fevereiro de 2009

Jejuemos

O jejum mais importante é aquele que tem como objectivo esvaziar o nosso coração de inutilidades para o enchermos do que é valioso. É uma limpeza necessária a fim de arranjarmos espaço na alma para as realidades sublimes para que Deus nos criou:

Procuremos jejuar de julgar os outros, descobrindo o Cristo que vive neles.
Jejuemos de palavras ofensivas, enchendo-nos e pronunciando expressões edificantes.
Jejuemos de descontentamento, enchendo-nos de gratidão.
Jejuemos de irritações, enchendo-nos de paciência.
Jejuemos de pessimismo, enchendo-nos de esperança cristã.
Jejuemos de preocupações, enchendo-nos de confiança em Deus.
Jejuemos de lamentações, enchendo-nos do apreço pela maravilha que é a vida.
Jejuemos de pressões que nunca mais acabam, enchendo-nos duma oração permanente.
Jejuemos de amargura, enchendo-nos de perdão.
Jejuemos de dar importância a nós mesmos, enchendo-nos de amor pelos outros.
Jejuemos de ansiedade sobre as nossas coisas, comprometendo-nos na propagação do Reino.
Jejuemos de desalento, enchendo-nos do entusiasmo da fé.
Jejuemos de pensamentos mundanos, enchendo-nos das verdades que fundamentam a santidade.
Jejuemos de tudo o que nos separa de Jesus, enchendo-nos daquilo que d´Ele nos aproxima.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

"Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome".

Queridos irmãos e irmãs!

No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia nos propõe três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, "derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz" (Hino pascal). Na habitual mensagem quaresmal, gostaria de refletir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De fato a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: "O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demônio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome" (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Horeb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.

Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: "Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás" (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que "o jejum foi ordenado no Paraíso", e "o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão". Portanto, ele conclui: "O 'não comas' e, portanto, a lei do jejum e da abstinência" (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos entorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum nos é oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar "para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus" (8, 21). O Onipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua proteção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: "Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?" (3, 9). Então Deus viu as suas obras e os poupou.

No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete o Mestre Divino também em outras partes, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual "vê no oculto, te recompensará" (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que "nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o "verdadeiro alimento", que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor "de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal", com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.

Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do "velho Adão", e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: "O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica" (Sermo 43; PL 52, 320.332).

Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma "terapia" para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição Apostólica Paenitemini de 1966, o servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a "não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos" (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição Apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).

A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas, as definia como "nó complicado e emaranhado" (Confissões, II, 10.18). Em seu tratado "A utilidade do jejum", escrevia: "Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura" (Sermo 400, 3, 3: PL 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.

Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: "Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?" (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas coletas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.

Do que disse, sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: "Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes".

Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação ativa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais "tabernáculo vivo de Deus". Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de Dezembro de 2008.

Benedictus PP. XVI

É longa mas muito explicativa. Leiam aos poucos, eu gostei muito.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Para reflectir


Certa vez, um rapaz de nove anos perguntou ao seu pai, que era médico, quanto é que ele cobrava por consulta. O pai disse-lhe o valor e, passado um mês, o filho aproximou-se do pai, tirou algumas notas do bolso, esvaziou o seu mealheiro e disse-lhe com os olhos cheios de lágrimas:
- Pai, há muito tempo que eu conversei contigo, mas tu não tens tempo. Consegui amealhar o valor de uma consulta. Podes conversar comigo?



Olhemos para esta história e pensemos o que queremos para a nossa vida. Será que na azáfama do dia-a-dia não encontrámos um pouco de tempo para dedicar-mos a quem gostámos e a quem precisa de nós?



A Quaresma


A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória e efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falado dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egipto.

Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. A Igreja convida-nos a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, rezando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Convida-nos a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por acção do pecado, nos afastamos mais de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna.

Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.


(in Wikipédia et all.)



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Retiro

Às vezes, é importante parar e estar a sós com Jesus. Dar-lhe espaço para que Ele fale para nós, para que nós O possamos escutar, ver, sentir para melhor saber agir. Já há algum tempo que me era difícil parar. Parar fisicamente e mentalmente, pois com as situações do dia-a-dia, mesmo que o corpo pare, a cabeça continua a girar sem parar. Mesmo ao adormecer. Mesmo ao sonhar. Talvez tenho-me esforçado pouco para contrariar essa tendência que facilmente se apodera de mim. Se calhar, para estar a sós com Jesus, seja preciso sair de casa, ir para fora, como para um retiro. Ou, talvez, não seja necessário ir para km de distância. Basta nós sairmos de nós mesmos. Basta pararmos no tempo e colocarmos de parte o nosso dia-a-dia, de escolhermos as nossas prioridades e, mais importante que escolher, é senti-las como tal.

Senhor,

não deixes que se apague em mim tudo o que revi e senti neste fim-de-semana no retiro, e que a vontade que sinto em lutar contra as amarras, contra as prisões do dia-a-dia, não se perca. Talvez nunca as consiga vencer por completo, mas sei que com a Tua ajuda, não serei jamais vencida por elas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"Para mim viver é Cristo"


Os grupos Niko Happa e Fé e Missão estiveram em retiro de 20 a 22 no Seminário Comboniano da Maia.
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Jesus Cristo, São Paulo e S. Daniel Comboni foram os guias deste retiro, orientado pelo Padre Leonel.
a
O retiro é sempre uma pausa no dia-a-dia stressante da nossa vida, onde o silêncio é condição essencial para nos encontrarmos com Ele.
a
Por isso, até os telemóveis foram postos de lado.
a
Durante o encontro fomos postos à prova a nível sensorial… Descobrimos que, tal como as personagens bíblicas, também nós somos surdos, mudos, paralíticos, cegos e com corações de pedra… Todos nós temos um pouco de cada um deles!
a
Tínhamos como objectivo recuperar ou diminuir as nossas “deficiências” com Deus e com o próximo.
a
Embora seja difícil, vamos tentar superar as nossas limitações para podermos ser verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo.






domingo, 22 de fevereiro de 2009

7º Domingo do tempo comum

Do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos;
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Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra.Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto d’Ele, devido à multidão, descobriram o tecto por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?» Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Eu to ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo:«Nunca vimos coisa assim.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Encontro Contigo


Que importa se é tão longe, para mim,
A praia aonde tenho de chegar,
Se sobre mim levar constantemente
Poisada a clara luz do teu olhar?

Nem sempre Te pedi como hoje peço
Para seres a luz que me ilumina;
Mas sei que ao fim terei abrigo e acesso
Na plenitude da tua luz divina.

Esquece os meus passos mal andados,
Meu desamor perdoa e meu pecado.
Eu sei que vai raiar a madrugada
E não me deixarás abandonado.

Se Tu me dás a mão, não terei medo,
Meus passos serão firmes no andar.
Luz terna, suave, leva-me mais longe:
Basta-me um passo para a Ti chegar.


Durante este fim de semana o Grupo estará num retiro com o gruopo Fé e Missão.

Parar para que ele nos toque, e nos dê força para que como S. Paulo nos entregarmos ao Evangelho.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Torne-se um lago



O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água.Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
– Bom! – disse o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não – disse o jovem.O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

Retiro FM

Entrar no deserto
encontrar Jesus


"O silêncio do deserto fala de sinais de morte
O futuro incerto joga na roda da sorte
Solta as amarras, olha o amanhecer
Faz-te ao largo amigo e vem viver."
LC


"É assim que a vou seduzir:
ao deserto a conduzirei para lhe falar ao coração...
Aí ela responderá como no tempo da sua juventude...
Então te desposarei para sempre,
desposar-te-ei conforme a justiça e o direito,
com amor e misericórdia.
Desposar-te-ei com fidelidade
e tu conhecerás o Senhor."

Oseias 2,16-22

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

LOUVAI O SENHOR


Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR.

Seja bendito o nome do SENHOR, agora e para sempre.

Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do SENHOR.

O SENHOR é excelso sobre todas as nações, e a sua majestade está acima dos céus.

Quem há como o SENHOR nosso Deus, que habita nas alturas?

E que se inclina, para ver os céus e a terra?

Levanta do pó o indigente, e tira os pobres da miséria,

Para os fazer sentar com os nobres, com os grandes do seu povo.

Ele instala a mulher estéril na sua casa como mãe feliz de muitos filhos.
Louvai o SENHOR.
(salmo 113)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Darfur - DH


Darfur recordado

Um grupo de jovens da escola Ancorensis Cooperativa de Ensino em Vila Praia de Âncora escolheu a problemática do Darfur como tema de Área de Projecto e leva a cabo no próximo dia 28 de Fevereiro uma mega sessão de sensibilização aberta à comunidade!

O Centro Social e Cultural de Vila Praia de Âncora será palco no próximo dia 28 de Fevereiro pelas 10h30m de uma acção de sensibilização acerca da temática dos Direitos Humanos, por iniciativa de um grupo de alunos do 12º ano da escola Ancorensis Cooperativa de Ensino que tem vindo a acompanhar o drama do Darfur.

A já referida acção de sensibilização intitula-se “SOS Alerta Direitos Humanos” e contará com as intervenções do Prof. Cerqueira Rodrigues, Director Pedagógico da Ancorensis Cooperativa de Ensino, do Dr. Paulo Pereira, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Caminha, de Carlos Alberto Videira, representante do grupo de trabalho responsável pela dinamização da acção, do Prof. Luís Braga, Membro da Direcção da Amnistia Internacional – Portugal e da Eurodeputada Ana Gomes.

Esta iniciativa tem o apoio da Ancorensis Cooperativa de Ensino, Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, Câmara Municipal de Caminha, Entidade Regional de Turismo Porto e Norte, Fórum Estudante, Amnistia Internacional – Portugal e Plataforma porDarfur.

6º Domingo do tempo comum

Do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
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Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me». Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo». No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo. Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: «Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho». Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um Conto Mariano

O GUARDA-CHUVA DE MARIA!

A seca maltratava a região. A terra estava sulcada com as rachaduras e no solo pobre nem o mato conseguia crescer. Muitos animais já haviam morrido de sede e os poucos pássaros não conseguiam mais voar. As pessoas andavam muito para buscar um pouco de água barrenta pois a ajuda que o governo prometera há muito tempo não tinha chegado e todos sabiam que ela não viria.As pessoas, porém confiavam em Deus Pai e Protector e em sua santa Mãe, Maria, a Mãe da Misericórdia, que nunca abandona seus filhos. Rezavam todos os dias nos altares humildes improvisados nas casas simples.Numa destas casas morava também uma menina que também se chamava Maria. Tinha doze anos e cuidava do pai e do irmão pequeno, nem conhecera a mãe, pois ela morrera quando ele nasceu. Seus olhos eram tristes, mas ela tinha muita alegria no coração, pois sabia que Maria, a Mãe de Deus, também era sua mãe.Um dia após a oração em sua casa teve uma ideia. Deviam fazer uma procissão ao redor da cidade com o andor de Nossa Senhora pedindo que mandasse a chuva. Rezariam, cantariam e implorariam pela água.

Quando a fila estava pronta para o início da procissão, todos entre olharam-se surpresos. A menina Maria estava levando um GUARDA-CHUVA pendurado no braço e antes de alguém falar alguma coisa ela disse:

“Tenho confiança que Nossa Senhora nos vai atender e já estou preparada para quando a chuva vier”

Maria Santíssima encantou-se com a enorme fé da pequena menina e imediatamente, providenciou para que as gotas de água começassem a cair. Choveu durante muitos dias. As plantas revigoraram-se, os animais fortaleceram-se e as represas ficaram cheias.Todos agradeciam a Virgem Maria por sua protecção.

Ao redor da casa de Maria cresceram lindas flores que nunca secaram.


E nós Confiamos?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Projecto de Solidariedade para Daye


Este ano o nosso grupo decidiu juntar-se a uma campanha organizada pelo grupo Fé e Missão. Trata-se da construção de um poço na missão de Daye com canalização para fazer chegar água ao hospital e escola, com vista a proporcionar um melhor bem estar aos habitantes da zona.

Seguidamente, fica um texto de um dos membros do Fé e Missão, onde nos explica melhor o funcionamento do projecto bem como a forma como podemos ajudar e participar no mesmo:


Os elementos do grupo FM são jovens atentos e sensíveis às problemáticas sociais. Este ano, mais uma vez, Sonha e, agora, sonhámos em construir um poço de água na Etiópia.
A célebre frase de “Quando o Homem sonha a obra nasce!” está dentro de cada fémiguito. Neste momento, eu já sonho com o momento em que os Etíopes receberão a notícia de um poço de água em Daye, em que muitas crianças saltarão de alegria, muitos pais ficarão felizes porque os filhos terão melhor saúde, imagino aquelas pessoas a saltar, abraçarem-se, a darem brados de alegria…

No entanto, para que este projecto seja concretizado, é preciso a minha boa vontade, a tua esperança e a nossa fé para que todos juntos consigamos fazer a obra nascer …é preciso que toda a gente se dedique a esta causa. Nós, já começamos com actividades para angariar fundos e iremos continuar, os fundos monetários são precisos, pois sem eles não conseguiríamos fazer um poço, mas é importante alertar as pessoas para estes problemas, para este bem que é escasso em África e que nós esbanjamos aqui, no nosso continente, no nosso país, na nossa terra, nas nossas casas…! A água é essencial para a nossa qualidade de vida!

Com este projecto também queremos mostrar às pessoas o valor da missão, o papel que é desempenhado pelos irmãos/irmãs, padres, leigos missionários e as dificuldades com que se deparam.
Mas é preciso que a nossa voz chegue ao coração de outros grupos de outros movimentos, precisamos de todos para conseguir atingir os nossos objectivos. Toda a gente é importante e Tu és importante para construir este poço. Precisamos de Ti, junta-te a nós neste projecto.

Que Deus te abençoe!



Obrigado Cândida pelo teu testemunho

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Porquê?

Porquê,
por vezes, muitas vezes, temos dificuldade em nos darmos ao outro?
Porquê
esta barreira que se ergue em torno de nós e que teima em permanecer, não permitindo ao olhar uma única espreitadela?
Porque
nos fechamos em nós quando o que queremos é nos dar, nos entregar?
Por vezes,
basta um olhar,
uma palavra,
uma atenção,
um interesse desinteressado,
o qual basta recebermos para a barreira começar a ficar mais pequena...
Por vezes até dão mas estamos tão fechados em nós mesmos que nem nos apercebemos, e então culpamos o outro consciente e inconscientemente por essa barreira que se ergue. Porquê?
Porquê?

É tão bom falar, sorrir, olhar sem reservas...!

Porque nos fechamos?

Senhor... tu sabes!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

5-º Domingo do tempo comum

Do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos.
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Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Os nossos medos


Cada pessoa incómoda é uma lição de vida


Quando encontras alguém de quem não gostas, qual é a tua reacção? A mais natural é fugir assim que possas. Mas nem sempre é o melhor que tens a fazer. Sabes porquê? É que as pessoas que não te agradam, as que te irritam, as que te metem medo, são precisamente as que te põem em contacto com os teus limites. E por isso são as mais úteis para o teu crescimento. Por detrás de uma ameaça, há sempre algo que anseia ser conhecido e amado por ti. Assim, em vez de fugires sempre de quem te é incómodo, pergunta-te antes: “o que tem esta pessoa a ensinar-me?”. Garanto-te que terás lições profundas de auto-conhecimento até ao final da vida.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Procuro-Te


Quando te procuro, meu Deus, estou à procura da felicidade. Procurar-te-ei para que a minha alma viva, porque o meu corpo vive da minha alma, e a minha alma vive de ti.
S. Agostinho

Quando nos faz falta sorrir...

Quando nos faz falta sorrir... o que acontece?
Andamos mais tristes,
mais resmungões,
dá-nos vontade de chorar, mesmo que não choremos,
dá-nos vontade de não fazer nada mesmo que o façamos.
Parece que tudo corre mal mesmo quando não corre assim tão mal...
Por vezes, nem damos conta que
quanto menos rimos, mais difícil se torna rir...
A não ser que nos façam dar uma gargalhada repentina, pois algo que não estavamos à espera
aconteceu e libertou-nos um bocadinho, e algo sai de dentro de nós em forma de uma
gargalhada... sabe tão bem, não sabe?
Ou se não nos fazem dar uma gargalhada, fazem-nos sorrir, com um sorriso, ao qual nos
sentimos obrigados a responder, e aí sorrimos, mesmo forçado, ou não, mas sorrimos. Ou então,
alguém tem um gesto para connosco que nos faz sorrir, nem que por um momento apenas.
A mim acontece muitas vezes, e muitas vezes nem dou conta! Ontem o dia parecia correr todo
mal (sabem, aqueles dias em que parecem assim correr porque nos faz falta sorrir...lol),
mas eis que uma menina, que por vezes é tão irritante, tão irritante que mais não posso dizer,
nos faz uma flor em papel e nos oferece com um grande sorriso... Ou hoje, quando nos dizem "Bom fim de semana com muito muito muito amor" acompanhado de um grande sorriso... e abraços e mais abraços... e mais sorrisos, muitos sorrisos...
Por mais que nos sintamos sós, tristes por algo que nos aconteça, por alguma situação, por nada,
pelo dia que não correu como gostariamos, Deus revela-se a nós através destas "pequenas"
coisas!
Porque não damos nós, não dou eu, mais importância a elas? Porque não sorrimos mais e nos
fechamos menos em nós e na nossa tristeza, que por vezes não é nada? Senhor quero sorrir, quero dar grandes gargalhadas... Sei que só dessa forma serei um bocadinho do teu rosto para com quem me cruzo todos os dias!


Senhor, faz-me sorrir, faz-nos sorrir!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Mensagem do Abraço





“Abraço é saudável.
Ajuda o sistema imunológico, cura depressões, reduz o stress e induz ao sono. Revigora, rejuvenesce e não tem efeitos colaterais.
Abraço é um remédio miraculoso.
Abraço é absolutamente natural. É orgânico, não poluente, naturalmente doce, não contém ingredientes artificiais, é ambientalmente correcto e 100% integral.
Abraço é o presente ideal. Excelente para qualquer ocasião, bom para dar e receber, demonstra o seu carinho, vem em embalagem própria e, certamente, é totalmente restituível.~
Abraço é praticamente perfeito. Dispensa pilhas e prestações mensais, é à prova de fogo, de roubo, e isento de impostos.
Abraço é um recurso, pouco explorado, de poderes mágicos.Quando abrimos o coração e os braços, estimulamos outros a fazerem o mesmo.
Pense nas pessoas de sua vida.
Quer dizer-lhes alguma palavra?
Quer abraçar alguma delas?
Está à espera que alguma delas dê o primeiro abraço?
Não espere mais!
Comece!”
Charles Faraone

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

É bom sorrir...


quando estamos cansados,

quando a vida só nos mostra o seu lado menos bom,

quando paramos e não sabemos no que pensar,

quando tudo parece correr mal,

...

...devemos sorrir e passar por cima de todos os obstáculos, porque se acreditamos que Jesus olha por nós, acreditamos também que Ele não nos deixa ficar mal, Ele ensina-nos a superar as dificuldades e a ver a vida com sentido!...

....

por isso, vamos sorrir hoje e sempre

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Pegadas na Areia


Sonhei que estava caminhando

na praia, juntamente com Deus.

E revi, espelhados no céu,

todos os dias da minha vida passada.

E em cada dia vivido, apareciam na areia,

duas pegadas: as minhas e as d´Ele.

No entanto, de vez enquando,

vi que havia apenas as minhas pegadas,

e isso precisamente nos dias

mais difíceis da minha vida.

Então perguntei a deus:

" Senhor, eu quis viver contigo,

e tu prometeste ficar sempre comigo.

Porque me deixas-te sozinho,

logo nos momentos mais dificeis?"

Ao que Ele respondeu:

" Meu filho, sabes que eu te amo

e que nunca te abandonei.

Os dias em que viste

só umas pegadas na areia

são precisamente aqueles

em que Eu te levei nos meus braços."

domingo, 1 de fevereiro de 2009

4º Domingo tempo comum

Do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
a
Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridadee não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!» E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.