quarta-feira, 29 de abril de 2009

Oração pelas vocações ao sacerdócio


Senhor Jesus,
escuta a prece humilde e confiada da tua Igreja
que precisa de novos sacerdotes.
-A nossa oração hoje é pelos jovens,
para que muitos deles,
ao encontrarem o Teu olhar,
se sintam chamados a seguir-Te.
E sabendo deixar tudo,
encontrem no sacerdócio a razão e o sentido da sua vida.
Concede-lhes fortaleza e generosidade
para responder à sua vocação sacerdotal.
-Pedimos-te pelos seminaristas:
Faz que todos tenham como meta e compromisso
“ser connosco autênticos cristãos e ser para nós santos sacerdotes”.
-Queremos ainda ter presente todos os presbíteros:
ajudai-os a viver perfeitamente a sua entrega e serviço aos homens
e à comunidade de irmãos que é a sua igreja.
Em comunhão com Bispo e Papa, sejam pela santidade da vida,
sinais de amor e misericórdia,
de paz e de esperança no meio do mundo.
E possa assim crescer a fé
de todo o Teu povo,
Ámen.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Falta de vocações

D. Gilberto dos Reis atribui a falta de vocações à iniciação cristã “que não mostra como deve ser, o rosto grande e belo de Cristo aos jovens e às pessoas que nos rodeiam”.

Na mensagem que o bispo de Setúbal escreve por ocasião do Dia Mundial das Vocações, é expresso o dever de se “apostar mais numa iniciação cristã à altura do nosso contexto cultural”.

Para o bispo de Setúbal é “insuficiente” indicar o celibato como causa da falta de vocações. "Às vezes ouve-se dizer que a falta de vocações se ultrapassaria exigindo menos aos chamados, por exemplo, eliminando o celibato no caso dos sacerdotes. É uma análise insuficiente", escreve.

“A vocação é um mistério de sedução”, afirma, recordando a vida de São Paulo que mudou a sua vida no caminho de Damasco e a canonização de São Nuno de Santa Maria, no passado Domingo, como exemplos de “sedução”.

"Quando alguém descobre no seu caminho o mistério do amor grande e fascinante de Deus por si, entrega-se-Lhe com inteira confiança e total generosidade, como um-não-poder-ser-doutra-maneira", diz D. Glberto Canavarro Reis.

(Agencia ecclesia)


segunda-feira, 27 de abril de 2009

46ª Semana de oração pelas vocações




26 de Abril a 3 de Maio de 2009

"Sei em quem pus a minha confiança"

"Descobre um mundo que pensas já conhecer"

www.myspace.com/vocacoes

domingo, 26 de abril de 2009

3º DOMINGO DA PÁSCOA

Do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas:
a
Naquele tempo, os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. Enquanto diziam isto, Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. Disse-lhes Jesus: «Porque estais perturbadose porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, Como vedes que Eu tenho». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como eles, na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa para comer?» Deram-Lhe uma posta de peixe assado, que Ele tomou e começou a comer diante deles. Depois disse-lhes: «Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco: ‘Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’». Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de todas estas coisas».

sexta-feira, 24 de abril de 2009

PAI NOSSO

Será inútil dizer
"Pai Nosso"
se na minha vida não ajo como filho de Deus,
e fecho O meu coração ao amor.

Será inútil dizer
"que estais no céu"
se os meus valores são representados pelos bens da terra.

Será inútil dizer
"santificado seja o vosso nome"
se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo.
Será inútil dizer
"venha a nós o vosso reino"
se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades.

Será inútil dizer
"seja feita a vossa vontade aqui na terra como no céu"
se no fundo o que desejo é que todos os meus desejos se realizem.

Será inútil dizer
"o pão nosso de cada dia nos dai hoje"
se prefiro acumular riquezas, desprezando os meus irmãos que passam fome.

Será inútil dizer
"perdoai as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido"
se não me importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar
os que atravessam o meu caminho.

Será inútil dizer
"e não nos deixais cair em tentação"
se escolho sempre o caminho mais fácil,
que nem sempre é o caminho de Deus.

Será inútil dizer
"livrai-nos do mal"
se por minha própria vontade procuro os prazeres materiais,
e se tudo o que é proibido me seduz.

Será inútil dizer
"Ámen"
porque se sei que sou assim, continuo a sê-lo
e nada faço para me modificar.

(Edmilson Duarte Rocha)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Para reflectirmos no sentido da nossa vida




As flores não nascem sem o calor do Sol;


Os seres humanos não podem sê-lo sem o calor da amizade.


P. Bosman

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Festival Jota

domingo, 19 de abril de 2009

Domingo da Divina Misericórdia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
a
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo,não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Páscoa Jovem - testemunho

Alegrai-vos no Senhor da Vida. Foi este o tema da Páscoa Jovem deste ano.
A Pascoa Jovem foi a minha melhor experiencia de encontro com Jesus.
Foram 3 dias de encontro profundo com Ele.
Quando aceitei o convite para ir, pensei que iria para um local totalmente diferente do que o que encontrei, desprovido de oração, um local onde iria apenas participar na eucaristia e falar sobre a Páscoa. Apercebi-me rapidamente que essa ideia que eu levava não era a correcta.
Quando cheguei, com a timidez normal de quem se encontra pela primeira vez num local estranho com pessoas desconhecidas, lancei raízes a um dos sofás e por lá fiquei até à hora de jantar.
Depois comecei a tentar criar amigos, uma tarefa fácil visto que todos os que participaram são jovens especiais. Cada um que aceitou o convite e participou é especial, a meu ver.
A quinta-feira foi curta. Entre “olás” lá nos fomos conhecendo e preparando o encontro e as várias fases e etapas do encontro.
A sexta-feira começou cedo e logo começámos a trabalhar na via sacra e foi já perto do anoitecer que eu senti algumas sensações que antes nunca tinha pensado sobre elas. Refiro-me aos momentos antes da morte de Jesus. Lembro-me perfeitamente das várias citações que foram lidas, que despontaram em mim de lágrimas a nós na garganta, de medo a arrepios. Foi decerto o momento mais marcante não só para mim mas também para os outros jovens. E no fim fomos então fazer a via-sacra.
No sábado, o dia da alegria, foi o dia em que descomprimi um bocado, foi o dia das brincadeiras, dos jogos e do passeio. Foi o dia do elogio ao morto. E assim foi o tempo passando e o terceiro dia chegou ao fim, mas não sem antes acender-mos as nossas velas com o lume novo.
Como alguém disse, o que custa é o quarto dia. Quando nós começamos a conhecer-nos melhor está na hora de partirmos para nossas casas.
Enfim, foram 3 dias onde chorei, onde ri, onde fiz novos amigos onde estive muito perto de Jesus, foram 3 dias que certamente repetirei para o ano e sobretudo foram três dias onde eu pude meditar sobre a dor, o sofrimento, o medo que Jesus sentiu na noite antes de ser entregue e também no amor que ele demonstrou ao dar a vida por nós ao morrer na cruz.
Embora destaque apenas alguns momentos do encontro, talvez aqueles que eu considerei mais relevantes e importantes, ele foi e contou com muitos outros momentos e actividades, quer de oração, quer de trabalho, quer de divertimento.
Termino agradecendo a Jesus ter-me concedido o dom de estar presente e peço-lhe por todos os que participaram.
(Nuno Gonçalves)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Páscoa Jovem - Maia

O encontro começou com o acolhimento e, logo de seguida, o jantar.


Depois foi a vez de nos apresentarmos e de nos dividirmos por grupos.

O tríduo Pascal começou com o lava-pés

e a Última Ceia.

A Sexta-feira começou com a preparação da via sacra...


À tarde construímos a cruz

que depois adorámos.

Também colaborámos na construção de pergaminhos.

À noite foi a via sacra.





No Sábado fomos a pé para o mosteiro de Leça do Balio para ai fazermos o «Elogio do Morto».

O Artur quis arranjar transporte alternativo mas teve de ir mesmo a pé.:-)
Embora pareça não é este o morto...

mas por momentos, a Irmã pensou que sim!



A tarde de Sábado também teve divertimento.




Terminámos o encontro com a grande Vigília Pascal.






segunda-feira, 13 de abril de 2009

Aleluia

domingo, 12 de abril de 2009

Santa Pascoa

O grupo Niko Happa deseja a todos uma,

Santa Páscoa na alegria do Ressuscitado

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Quinta - Feira Santa

ALEGRAI-VOS NO SENHOR DA VIDA


Este é o dia da instituição da Eucaristia. O Senhor celebrara com os seus a última ceia no contexto da Páscoa judaica: a comemoração da passagem de Israel pelo mar vermelho. Nesse dia, Cristo inaugura a nova Páscoa, a da aliança nova e eterna, a de seu pão compartilhado e seu sangue derramado, a de seu amor levado ao extremo e do mandato do amor para nós, a de sua passagem pela morte à ressurreição, a Páscoa que devemos celebrar em sua comemoração.


Mãos ao Trabalho



Chegou o dia esperado, tudo está a postos para o grande momento, o Tríduo Pascal. Também para o encontro tudo está ultimado apenas faltam alguns pormenores finais. Grande é o entusiasmo. Tudo ficará a postos para receber todos os Jovens.

BEM VINDOS

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Páscoa Jovem 2009

Este será o cenário principal do nosso encontro está representado nele todos os elementos fundamentais das celebrações pascais: o livro - palavra, a cruz, a vela - luz, o lençol - azul (água do baptismo), as flores - vida nova na ressurreição, mas sobretudo uma imagem simples e colorida, cheia de vida, a vida nova em Cristo ressuscitado.

Será colocado diariamente, neste blogue, os momentos do encontro assim como alguns testemunhos.

UMA SANTA PÁSCOA PARA TODOS

terça-feira, 7 de abril de 2009

Partir para o Pai


Às vezes a vida prega-nos partidas.
No meio de tanta agitação, confusão, discussões, da distância e indiferença, do nosso egoísmo, orgulho, do nosso dia-a-dia, esquecemo-nos do mais importante: de olhar para quem está ao nosso lado. Olhar com amor, compreensão, esquecendo-nos de nós próprios para colocar o outro em primeiro lugar.
É então, que no meio disto tudo, o mundo parece que pára, pára no tempo, ou parece mesmo que acaba.
Álguém morre...
"Deixa" marido, filhos, pais, amigos, conhecidos e desconhecidos....
E então damos conta do quanto perdemos, e do pouco que aproveitámos com as nossas atitudes parvas, egoístas e orgulhosas. E aparece o sentimento de perda, dor, culpa pela indiferença que tivemos.
De repente, a vida transforma-se de uma forma brusca e inesperada, não compreendemos, queremos encontrar respostas, justificações que não existem e começamos a dizer palavras injustas, a culpar os outros pelo sucedido, e acabamos por magoar outros que já se encontram em sofrimento, deixando o nosso orgulho e o nosso egoísmo vir ao de cima.
O que fazer perante estas palavras?
Talvez permanecer em silêncio, não responder, tentar ver além dessas palavras que nos ferem e sentir essas palavras como manifestação de dor imensa que invadem.
Talvez, perante estas palavras, dar um abraço forte e sentido, chorar, deixar que o silêncio fale, e, a seu tempo, palavras meigas, cheias de força e compreensão surgirão, estabelecendo a paz e a comunhão unindo dois lados que se encontravam distantes, mas sempre e para sempre unidos por quem partiu para o Pai e por que "deixou" cá neste nosso mundo.
Talvez, esquecer os porquês... e aceitar, pois a vida é assim... e Acreditar que está junto do Pai, e que está feliz e que irá nos esperar até quando Deus quiser e que nessa altura nos irá abraçar e sorrir...
Se Vamos sentir saudades? Claro que sim... e muitas! O que fazer? Não sei... chorar, relembrar aquilo que mais gostávamos e também o que menos gostávamos, mas nunca esquecendo que Deus sabe o que faz, mesmo que nós não o compreendamos, e agradecer a dádiva que foi ter sido filha, amiga, esposa, mãe, tia, sobrinha, conhecida, por simplesmente ter existido e nos ter tocado com o seu jeito meigo e simpático!

domingo, 5 de abril de 2009

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição.
Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de Davi”, “Salve o Messias”... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.
O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e econômica imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.
Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte.

sábado, 4 de abril de 2009

Jovens católicos celebram a sua festa

O dia Mundial da Juventude, que se celebra amanha Domingo de Ramos, tem como lema:
“Pusemos a nossa esperança no Deus vivo”.



Bento XVI escreveu aos jovens de todo o mundo, por ocasião da celebração do próximo Dia Mundial da Juventude, alertando para as “falsas quimeras” do dinheiro, da carreira e do sucesso.
Na mensagem, o Papa convida a não ceder “à lógica do interesse egoísta”, cultivando, pelo contrário, “o amor pelo próximo” e colocando as capacidades humanas e profissionais “ao serviço do bem comum e da verdade”.
Bento XVI desafia os jovens a fazer “escolhas que manifestem a vossa fé, mostrando ter compreendido as insídias da idolatria, do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do sucesso”. “Não se deixem atrair por estas falsas quimeras”, alerta.
Num mundo que perde as razões da esperança, o Papa explica que “o verdadeiro cristão não está nunca triste, mesmo se se encontra diante de provações de vários tipos, porque a presença de Jesus é o segredo da sua alegria e da sua paz”.
A mensagem sublinha que a “crise de esperança” afecta com mais facilidade as novas gerações, que se situam em “contextos socioculturais falhos de esperança, de valores e pontos de referência sólidos”.
As dificuldades de muitos jovens, para o Papa, são muitas vezes consequência de um "vazio familiar", de opções educativas permissivas e libertarias e de experiências negativas e traumáticas, ou e então do encontro com maus mestres.
"Para alguns – prossegue a mensagem – a meta quase obrigatória é uma fuga alienante para comportamentos a risco e violentos , para a dependência da droga e do álcool e para tantas outras formas de mal-estar juvenil".
Em resposta, Bento XVI afirma que “o ser humano encontra a sua verdadeira realização apenas em Deus”, pelo que “o primeiro compromisso de todos é uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a descobrir o autêntico rosto de Deus, que é amor”.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Papa celebra missa em memória do 4º aniversário de morte de João Paulo II

Quinta-feira, 02 de abril de 2009, 14h18



''João Paulo II conseguia comunicar uma forte carga de esperança, fundada na fé em Jesus Cristo''.

Na tarde desta quinta-feira, 2 de abril, Bento XVI presidiu, na Basílica de S. Pedro, a uma Santa Missa, por ocasião do quarto aniversário de morte de João Paulo II.

Na homilia, interrompida por inúmeras salvas de palmas, Bento XVI falou de João Paulo II como entusiasta defensor de Cristo: "Por Ele, não hesitou em gastar todas as energias a fim de difundir luz a todos os lugares, nunca cansou de difundir o seu amor. Desde o início do pontificado até o dia 2 de abril de 2005, não teve medo de proclamar, a todos e sempre, que somente Jesus é o Salvador e o verdadeiro Libertador do homem e de todo o homem".

Dirigindo-se aos inúmeros jovens presentes na celebração, o Papa recordou que João Paulo II, nos anos do seu longo pontificado, gerou muitos filhos e filhas à fé. "Quantos jovens se converteram ou perseveraram em seu caminho cristão graças à oração, ao encorajamento, ao amparo e ao exemplo" de João Paulo II – disse o pontífice.

"É verdade! João Paulo II conseguia comunicar uma forte carga de esperança, fundada na fé em Jesus Cristo. (…) Como pai afetuoso e atento educador, indicava seguros e firmes pontos de referência indispensáveis para todos, de modo especial para a juventude."

Nos dias de agonia do Papa Wojtyla, os jovens sentiam que estava morrendo o "seu" Papa, que consideravam como "seu pai" na fé. Ao mesmo tempo, eles sentiam que João Paulo II deixava-lhes como herança sua coragem e a coerência de seu testemunho.

"Na idade do crescimento, os jovens necessitam de adultos capazes de lhes propor princípios e valores; sentem a necessidade de pessoas que saibam ensinar com a vida, antes mesmo que com as palavras, a viver por altos ideais" – disse.

De onde tirar, portanto, luz e sabedoria para realizar esta missão, que nos envolve na Igreja e na sociedade? Os recursos humanos – afirmou o papa – certamente não bastam. É preciso se entregar também e em primeiro lugar à ajuda divina.

"Caros jovens – disse Bento XVI – não se pode viver sem esperar. A experiência mostra que todas as coisas, e a nossa própria vida, estão em risco, podem desabar por qualquer motivo, a qualquer momento. É normal: tudo o que é humano, e portanto inclusive a esperança, não tem fundamento em si mesmo, mas necessita de uma 'rocha' à qual ancorar-se. Somente em Deus a esperança se torna segura e confiável. Ou melhor, somente Deus, que em Jesus Cristo nos revelou a plenitude do seu amor, pode ser a nossa esperança inabalável."

Todavia, o Papa adverte os jovens de que Jesus não quer os seus discípulos encenem um papel, talvez o da esperança. Ele quer que as novas gerações "sejam" esperança, e poderão sê-lo somente se permanecerem unidas a Ele. Esta é a herança que João Paulo II nos deixou.

"A nossa vontade de seguir Cristo é a mensagem que João Paulo II nos repete esta noite. Enquanto confiamos a sua alma à intercessão de Nossa Senhora, que sempre amou, esperamos que do Céu ele nunca deixe de nos acompanhar e de interceder por nós. Que ajude cada um de nós a viver, como ele fez, repetindo dia após dia, por meio de Maria, com plena confiança: Totus tuus (todo teu)" – concluiu o pontífice.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A cor dos olhos


Certo peregrino, cansado e sedento, viu lá ao longe um oásis e aproximou-se. À sombra daquelas palmeiras os bedenuínos pareciam gente feliz. As crianças brincavam, as mulheres acolhiam com um sorriso, os homens entretinham-se em ameno convivio. O peregrino sentiu-se reconfortado: era precisamente aquilo que procurava. Mas não fosse o diabo tecê-las e ser tudo aparência, resolveu perguntar a um velho que brincava com uma criança:
- "Oiça, bom amigo,ando à procura de um lugar agradável para viver. Diga-me, como são as pessoas da sua terra?"
O ancião olhou-o e perguntou ao viajante:
-"E na sua terra, como são as pessoas?"
O nosso homem suspirou e disse:
-"Na minha terra, infelizmente, as pessoas são egoístas, desconfiadas, cada um só pensa nos seus interesses."
Retorquiu o velho:
-"Pois aqui as pessoas são muito parecidas com as da sua terra."
O peregrino ficou desiludido. Afinal, mais uma vez comprovara que aquela alegria que via era só aparente. E partiu em busca de outro lugar onde as pessoas fossem realmente felizes.
Naquele mesmo dia, pela tardinha, chegou outro viajante ao oásis e fez a mesma pergunta ao ancião. E este, por sua vez, respondeu com a mesma pergunta:
"E na tua terra como são as pessoas?"
O viajante sorriu e disse:
"Na minha terra as pessoas são muito boas e amigas umas das outras."
Retorqiu o velho:
"Pois aqui as pessoas são muito parecidoas com as da sua terra,"
E o viajante seguiu o seu caminho contente por, também ali, ter encontrado gente feliz.
Quando ficaram sós, a criança perguntou ao ancião porque dera a mesma resposta a ambos.
"Sabes, meu filho, as pessoas boas e más não estão fora de nós, mas dentro de nós. É a cor dos nossos olhos que ilumina as pessoas ou as enche de sombras. Quem não vê pessoas felizes e boas à sua volta, pode mudar de lugar que nunca as verá. Nao adianta mudar de lugar, o que é preciso é tratar dos nossos olhos."